Este relatório busca examinar as variáveis sociodemográficas presentes na base de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) em relação às mortes por psicoativos ocorridas no Brasil e no estado do Espírito Santo entre os anos de 2013 e 2022. Além disso, também tem como objetivo mostrar alguns indicadores que possam ajudar no entendimento da situação de mortes por psicoativos no Brasil e no Espírito Santo.
Para obter os dados de morte por psicoativos foram usados os Códigos Diagnósticos (CID) de F10 até F19. No decorrer deste relatório serão abordadas mais detalhadamente informações sobre:
A Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (também conhecida como Classificação Internacional de Doenças – CID 10) é publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e visa padronizar a codificação de doenças e outros problemas relacionados à saúde. (https://www.medicinanet.com.br/cid10/f.htm)
Dentro dessa classificação da CID-10 é possível encontrar a CID F1, que é responsável pelos Transtornos Mentais e de Comportamento. A lista completa desse segmento da CID-10 pode ser vista a seguir:
Os gráficos abaixo mostram quais a CID’s com maior número de ocorrências tanto no Brasil quanto no Espírito Santo. Percebe-se que Transtornos por uso de álcool, fumo, outras substâncias psicoativas e cocaína foram os mais letais.
O gráfico de calor é usado para visualizar de forma clara a
concentração de ocorrência de algo. Este gráfico de calor mostra a
incidência de mortes por cada cid no Espírito Santo, ou seja, quanto
mais escura a cor, maior foi a quantidade de mortes por essa CID no
estado.
A seguir é possível visualizar a discrepância entre o número de homens e de mulheres que morreram por mortes totais e por psicoativos tanto no Brasil quando no Espírito Santo. Em ambas as localizações o número de óbitos de indivíduos do gênero masculino foi superior ao número de mortes em pessoas do gênero feminino. Ao observar a diferença entre as mortes totais e mortes por psicoativos, porém, tem-se que o número de homens que faleceram por uso de substância é consideravelmente superior ao número de mulheres. Ao mesmo tempo, enquanto o número de mortes em mulheres que morreram por uso de substãncia se mantêm bastante estável, os dados sobre os homens apresentam uma curva crescente de 2019 a 2021.
Com o objetivo de melhorar a visualização dos dados, é possível
analizar pelo gráfico de proporção, que utiliza a proporção de cada dado
com relação ao total, por ele fica clara a discrepância entre o número
de morte por gênero, no Brasil e no Espírito Santo.
Os dados sobre as raças dos indivíduos falecidos no Brasil como um todo são bem parecidos com os dados do Espírito Santo. Em ambos os casos o número de mortes de pessoas brancas é superior ao número de mortes de pessoas pardas na maioria das vezes e sempre superior ao número de pessoas pretas, amarelas e indígenas. Entretanto, nas mortes por psicoativos o número de pardos é o predominante.
Para a pesquisa, pode ser importante discutir a forma de analisar esses dados e se é válido unir as categorias Parda e Preta.
A variável escolaridade foi a que apresentou maior discrepância com o passar do tempo. Sobre esse aspecto, é importante destacar o número alto de informações Não Atribuídas (NA), o que pode ter causado interferência nos dados.Também é válido ressaltar que existem mais de uma variável que retrata a escolaridade dos indivíduos, entretanto, todas elas apresentam um alto índice de NA’s.
Ao analisar os dados de estado civil, percebe-se que, enquanto a maior parte dos falecidos totais (tanto do Brasil quanto do Espírito Santo) é casada, quando se observa os falecidos por psicoativos, a maior parte deles é solteira. Esse fenômeno acontece tanto a nível estadual quando a nível nacional. Vale ressaltar que o número de dados não atribuídos (NA) nessa variável também foi elevado e pode ter influenciado os dados.
É válido mencionar que por se tratar de uma informação que requer certa formalidade e inclusive documentação, os dados podem não ser eficientes em expressar se os falecidos tinham de fato um companheiro ou companheira com quem se relacionavam.
Independente do número de NAs, notamos que quanto maior o tempo de escolaridade, menor a número de mortes, ou seja, pode ser que a instrução e conhecimento da pessoa interfira no consumo de psicoativos.
Quando analisamos a idade , temos duas abordagens a serem seguidas, por cada idade e por faixa etária, vamos primeiro analisar por idade:
Nos boxplots das idades por ano, observamos que, a variabilidade das idades ao longo dos anos é baixa, tanto no Brasil, quanto no ES, e às mortes gerais e morte por psicoativos. Percebemos também que a média de idade de mortes geral é mais elevada que a média de idade de mortes pelo uso de psicoativos.
Menor de idade - entre 0 e 17 anos \ Jovem-Adulto - entre 18 e 30 anos \ Adulto - entre 31 e 55 anos \ Idoso - acima de 55 anos \
Nos gráficos por faixa etária, separamos menor de idade, de maior de idade e nota-se que a quantidade de menor de idade que morre pelo uso de psicoativo é muito baixo, uma única pessoa, de 17 anos no Espírito Santo e poucas no Brasil. Percebemos também que nas mortes gerais no Brasil e no Espírito Santo, a maior parte das pessoas eram idosas, enquanto a maior parte das pessoas que morreram pelo uso de psicoativo eram adultos.
Ao analisar a quantidade de óbitos pelas dois maiores psicoativos, percebemos que maior parte das pessoas que morreram pelo uso de álcool tem entre 50 e 60 anos, o que altera quando vemos o gráfico de fumo, No Espírito Santo, a maior parte tem mais de 60 e não tem uma distribuição como os outros, já no Brasil, a distribuição se parece mais, porém deslocada para a direita, o que mostra que as pessoas que morrem por fumo são mais velhas que as que morrem por álcool.
Com relação ao gênero, é perceptível que no Brasil e no Espírito Sando o comportamento é o mesmo, homens morrem mais que mulheres tanto pelo consumo de álcool quanto de fumo. É uma informação interessante o aumento de todos os casos no período de 2020 até 2022, que foram os anos da pandemia.
A variável escolaridade, como dito antes, possui muitas observações faltando (NAs), portanto fica complicado chegar a concluções corretas, porém, notamos que independente do psicoativo, pessoas que passaram menos tempo na escola morrem mais.
Independente do psicoativo, os dois seguem o mesmo padrão, pardors morrem mais, logo seguidos por brancos, isso ocorre em todos, e apenas no fumo no Brasil, a distribuição altera um pouco, tendo alterações brutas ao longo dos anos e com os brancos morrendo mais em 2022. #### Mortes x raça - por consumo de Álcool (F10)
Para iniciar a análise, é importante ter em mente o comportamento desses óbitos no decorer dos anos. Ao visualizar os gráficos de mortes totais e mortes por psicoativos tanto do Espírito Santo quando do Brasil, percebe-se que os dois gráficos de mortes totais são bem similares, enquanto os gráficos por mortes por psicoativos apresentam curvas consideravelmente diferentes. O gráfico de mortes por psicoativos no Brasil mostra que a variável número de mortes é estável de 2013 a 2019, e apresenta uma crescente a partir de 2020, quando volta a se estabilizar, mas agora em um número mais alto de mortes. Em contra partida, a curva de mortes por psicotivos no Espírito Santo decresce de 2013 a 2019, mas também sobe a partir de 2020.
O primeiro mapa apresenta, por estado, ignorando a variação ano a ano, o percentual de óbitos por psicoativos sobre os óbitos totais. É possível perceber que o estado do Espírito Santo se posiciona próximo da média das proporções. No entanto, é importante constatar que isso é consequência da variação entre os anos não ter sido considerada neste gráfico, já que o gráfico de séries, anteriormente exposto, mostrou que os números de óbitos por psicoativos e todos os indicadores relacionados no Espírito Santo decresceram até 2019 e a partir de 2020 os números cresceram.
O segundo mapa, traz ideia parecida, no entanto, utilizando outro indicador. Neste caso, o denominador é a população mediana de 2013 a 2022 para cada estado, já que a variação entre os anos não foi considerada. Desta forma, cada estado possui uma proporção de óbitos perante sua população. O Espírito Santo, novamente aparece na média neste indicador, em relação aos outros estados.
Através do gráfico de calor é possível ter uma ideia geral do número de mortes por psicoativos a cada 100 mil habitantes em todos os estados do Brasil e no país, tudo isso no decorrer de 10 anos. O estado do Sergipe é o com maior número de ocorrência a cada 100 mil habitantes.
O primeiro indicador desenvolvido mostra quantas pessoas morreram por psicoativos no Espírito Santo a cada 100 mortes totais no estado
\[ I_1 = \frac{\text{Nº de Óbitos Decorrentes do Uso de Psicoativos no Espírito Santo}}{\text{Nº de Óbitos Totais no Espírito Santo}} \cdot 1000 \]
É possível observar que os números de mortes por uso de substâncias a cada 1000 mortes totais decresceu de 2013 a 2015 e de 2016 a 2019, porém, cresceu entre 2019 e 2021. Este gráfico se assemelha com o gráfico de mortes por psicoativos no Espírito Santo, visto anteriormente.
Os indicadores 2 e 3 mostram, respectivamente 1) o número de mortes por psicoativos no Espírito Santo a cada 100 mortes totais no Brasil e 2) o número de mortes totais no estado a cada 100 mortes no país.
Através deles é possível ver que em termos das mortes totais, o número de mortes no Espírito Santo é bem estável e representa menos de 2% dos óbitos do Brasil. Entretanto, em relação às mortes por psicoativos o estado apresentou um decrescimento principalmente entre os anos de 2016 e 2019 e um crescimento a partir de 2020, representando em torno de 2% a 3% das mortes no Brasil.
\[ I_2 = \frac{\text{Nº de Óbitos Decorrentes do Uso de Psicoativos no Espírito Santo}}{\text{Nº de Óbitos Decorrentes do uso de Psicoativos no Brasil}} \cdot 100 \]
\[ I_3 = \frac{\text{Nº de Óbitos Totais no Espírito Santo}}{\text{Nº de Óbitos Totais no Brasil}}\cdot 100 \]
Os indicadores 4 e 5 mostram o número de óbitos por psicoativos em relação a população do Brasil e do Espírito Sant. Através deles é possível compreender que enquanto no Brasil o número de óbitos por psicoativos a cada 100.000 habitante variou de 4 a 6, no Espírito Santo esse número divergiu muito no deccorer dos anos, assumindos valores que vão de aproximadamente 4 a aproximadamente 9 óbitos a cada 100.000 habitantes no estado. Vale ressaltar ainda que o indicador do ES só foi menos que o do Brasil no ano de 2019.
\[ I_4 = \frac{\text{Nº de Óbitos Decorrentes do Uso de Psicoativos no Espírito Santo}}{\text{População Estimada do Espírito Santo no ano correspondente}} \cdot 100000 \]
\[ I_5 = \frac{\text{Nº de Óbitos Decorrentes do Uso de Psicoativos no Brasil}}{\text{População Estimada do Brasil no ano correspondente}} \cdot 100000 \]
| Divisão Territorial | Partes |
|---|---|
| Regionalização segundo a Lei Complementar 5.120/95 | Metropolitana, Polo Linhares, Metrópole Expandida Sul, Sudeste Serrano, Central Serrana, Litoral norte, Extremo Norte, Polo Colatina, Noroeste 1, Noroeste 2, Polo Cachoeiro, Caparaó |
| Regionalização BANDES | Norte, Sul |
| Regionalização Macro - SESA | Norte, Centro, Sul |
| Regionalização Micro - SESA | Cachoeiro Itapemerim, Colatina, Guaçuí, Linhares, Serra, São Mateus, Vila Velha, Vitoria |
| Regionalização - SECULT | Caparaó, Centro-Norte, Metropolitana, Norte, Serrana, Sul |
| Regionalização - SEDURB | Doce Oeste, Doce Leste, Metropolitana, Litoral Sul, Norte, Sul Serrana |
| Regionalização - SEFAZ | Metropolitana, Nordeste, Noroeste, Sul |
| Regionalização - SETUR | Caparaó, Doce Pontões, Doce Terra Morena, Metropolitana,. Montanhas Capixabas, Pedrão Pao de Mel, Verde e das Águas, Da costa e da Imigração, Dos imigrantes, Dos Vales e do Café |
| Conselhos Regionais de Meio Ambiente - CONREMAS | CONREMA I, CONREMA II, CONREMA III, CONREMA IV, CONREMA V |
| Regionalização Geral - SETADES | Central, Extremo Norte, Extremo Sul, Norte, Serrana, Sul Praiano |
| Regiões | Sul, Centro, Litoral Norte, Noroeste |
| VARIÁVEL | EXPLICAÇÃO |
|---|---|
| ACIDTRAB | Indica se o evento que desencadeou o óbito está relacionado ao processo de trabalho. (1 – sim; 2 – não; 9 – ignorado) |
| ALTCAUSA | Indica se houve correção ou alteração da causa do óbito após investigação. (1- Sim; 2 – Não) |
| ASSISTMED | Se refere ao atendimento médico continuado que o paciente recebeu, ou não, durante a enfermidade que ocasionou o óbito. (1 – sim; 2 – não; 9 – ignorado) |
| ATESTADO | CIDs informados no atestado. (Códigos CID 10) |
| ATESTANTE | Indica se o medico que assina atendeu o paciente 1: Sim 2: Substituto 3: IML 4: SVO 5: Outros |
| BAIRES | Bairro de residencia. Este codigo e atribuido por cada estado e/ou municipio, nao fazendo parte da base nacional |
| CARTORIO | Código do cartório onde o óbito foi registrado |
| CAUSABAS | Causa básica da DO. (Códigos CID 10) |
| CAUSABAS_O | Causa básica informada antes da resseleção. (Códigos CID 10) |
| CAUSAMAT | CID da causa externa associada a uma causa materna. (Códigos CID 10) |
| CB_PRE | Causa básica informada antes da resseleção (localidade). (Código CID 10) |
| CIRCOBITO | Tipo de morte violenta ou circunstâncias em que se deu a morte não natural. (1 – acidente; 2 – suicídio; 3 – homicídio; 4 – outros; 9 – ignorado) |
| CIRURGIA | Realização de cirurgia. (1 – sim; 2 – não; 9 – ignorado) |
| CODBAIOCOR | Código do bairro de ocorrência. |
| CODBAIRES | Código do Bairro de residência |
| CODESTAB | Código do estabelecimento |
| CODIFICADO | Informa se formulario foi codificado. (Se estiver codificado (valor: S) ou não (valor: N)) |
| CODIGO | Codigo do estabelecimento onde ocorreu o obito, se LOCOCOR = 1. Este codigo e atribuido por cada estado e/ou municipio, nao fazendo parte da base nacional |
| CODMUNCART | Código do município do cartório |
| CODMUNNATU | Código do município de naturalidade do falecido.(Números) |
| CODMUNOCOR | Código relativo ao município onde ocorreu o óbito. (Números) |
| CODMUNRES | Código do município de residência. Em caso de óbito fetal, considerar o município de residência da mãe. (Números) |
| COMUNSVOIM | Código do município do SVO ou do IML |
| CRITICA | Dado para controle interno |
| CRM | Número de inscrição do Médico atestante no Conselho Regional de Medicina |
| CRSOCOR | Regional de Saude de ocorrencia. Este codigo e atribuido por cada estado e/ou municipio, nao fazendo parte da base nacional |
| CRSRES | Regional de Saude de residencia. Este codigo e atribuido por cada estado e/ou municipio, nao fazendo parte da base nacional |
| DATANASC | Data do nascimento do falecido. Em caso de óbito fetal as datas de óbito e nascimento deverão ser iguais.(Data no padrão ddmmaaaa) |
| DATAOBIT O | Data em que occoreu o óbito.(Data no padrão ddmmaaaa) |
| DATAREG | Data do recebimento. (Data no padrão ddmmaaaa) |
| DIFDATA | Diferença entre a data de óbito e data do recebimento original da DO ([DTOBITO] – [DTRECORIG]). (Números) |
| DTATESTADO | Data do Atestado |
| DTCADASTRO | Data do cadastro do óbito. (Data no padrão ddmmaaaa) |
| DTCADINF | Quando preenchido indica se a investigação foi realizada. (Data no padrão ddmmaaaa) |
| DTCADINV | Data do cadastro de investigação. (Data no padrão ddmmaaaa) |
| DTCONCASO | Data de conclusão do caso. (Data no padrão ddmmaaaa) |
| DTCONINV | Data da conclusão da investigação. (Data no padrão ddmmaaaa) |
| DTINVESTIG | Data da investigação do óbito. (Data no padrão ddmmaaaa) |
| DTNASC | Data do nascimento do falecido. Em caso de óbito fetal as datas de óbito e nascimento deverão ser iguais.(Data no padrão ddmmaaaa) |
| DTOBITO | Data em que occoreu o óbito.(Data no padrão ddmmaaaa) |
| DTRECEBIM | Data do recebimento. (Data no padrão ddmmaaaa) |
| DTRECORIG | Data do recebimento original. (Data no padrão ddmmaaaa) |
| DTRECORIGA | Campo Criado no Tratamento para Data do recebimento original. (Data no padrão ddmmaaaa) |
| DTREGCART | Data do registro do cartório (Data no padrão ddmmaaaa) |
| ESC | Escolaridade em anos. (1 – Nenhuma; 2 – de 1 a 3 anos; 3 – de 4 a 7 anos; 4 – de 8 a 11 anos; 5 – 12 anos e mais; 9 – Ignorado) |
| ESC2010 | Escolaridade 2010. Nível da última série concluída pelo falecido. (0 – Sem escolaridade; 1 – Fundamental I (1ª a 4ª série); 2 – Fundamental II (5ª a 8ª série); 3 – Médio (antigo 2º Grau); 4 – Superior incompleto; 5 – Superior completo; 9 – Ignorado) |
| ESCFALAGR1 | Escolaridade do falecido agregada (formulário a partir de 2010). (00 – Sem Escolaridade; 01 – Fundamental I Incompleto; 02 – Fundamental I Completo; 03 – Fundamental II Incompleto; 04 – Fundamental II Completo; 05 – Ensino Médio Incompleto; 06 – Ensino Médio Completo; 07 – Superior Incompleto; 08 – Superior Completo; 09 – Ignorado; 10 – Fundamental I Incompleto ou Inespecífico; 11 – Fundamental II Incompleto ou Inespecífico; 12 – Ensino Médio Incompleto ou Inespecífico) |
| ESCMAE | Escolaridade da mãe em anos. (1 – Nenhuma; 2 – de 1 a 3 anos; 3 – de 4 a 7 anos; 4 – de 8 a 11 anos; 5 – 12 anos e mais; 9 – Ignorado) |
| ESCMAE2010 | Escolaridade 2010. Nível da última série concluída pela mãe. (0 – Sem escolaridade; 1 – Fundamental I (1ª a 4ª série); 2 – Fundamental II (5ª a 8ª série); 3 – Médio (antigo 2º Grau); 4 – Superior incompleto; 5 – Superior completo; 9 – Ignorado) |
| ESCMAEAGR1 | Escolaridade da mãe agregada (formulário a partir de 2010). (00 – Sem Escolaridade; 01 – Fundamental I Incompleto; 02 – Fundamental I Completo; 03 – Fundamental II Incompleto; 04 – Fundamental II Completo; 05 – Ensino Médio Incompleto; 06 – Ensino Médio Completo; 07 – Superior Incompleto; 08 – Superior Completo; 09 – Ignorado; 10 – Fundamental I Incompleto ou Inespecífico; 11 – Fundamental II Incompleto ou Inespecífico; 12 – Ensino Médio Incompleto ou Inespecífico) |
| ESTCIV | Situação conjugal do falecido informada pelos familiares. (1 – Solteiro; 2 – Casado; 3 – Viúvo; 4 – Separado judicialmente/divorciado; 5 – União estável; 9 – Ignorado) |
| ESTCIVIL | Estado civil, conforme a tabela: 1: Solteiro 2: Casado 3: Viúvo 4: Separado judicialmente 5: União consensual (versões anteriores) 9: Ignorado |
| EXAME | Realização de exame. (1 – sim; 2 – não; 9 – ignorado) |
| FILHMORT | Numero de filhos morto ignorados, nao incluindo o proprio. O valor zero corresponde a Nenhum filho morto e está codificado como XX. |
| FILHVIVOS | Numero de filhos vivos. O valor zero corresponde a ignorado. Nenhum filho vivo esta codificado como XX. |
| FONTE | fonte de informação utilizada para o preenchimento dos campos 48 e 49. (1 – ocorrência policial; 2 – hospital; 3 – família; 4 – outra; 9 – ignorado) |
| FONTEINV | Fonte de investigação. (1 – Comitê de Morte Materna e/ou Infantil; 2 – Visita domiciliar / Entrevista família; 3 – Estabelecimento de Saúde / Prontuário; 4 – Relacionado com outros bancos de dados; 5 – S V O; 6 – I M L; 7 – Outra fonte; 8 – Múltiplas fontes; 9 – Ignorado) |
| FONTES | Combinado de caracteres conforme o preenchimento dos campos de fontes (FONTENTREV, FONTEAMBUL, FONTEPRONT, FONTESVO, FONTEIML, FONTEPROF): se preenchido caractere “S”, se o campo estiver vazio caractere “X”. (Letras) |
| GESTACAO | Faixas de semanas de gestação (1 - Menos de 22 semanas; 2 - 22 a 27 semanas; 3 - 28 a 31 semanas; 4 - 32 a 36 semanas; 5 - 37 a 41 semanas; 6 - 42 e + semanas) |
| GRAVIDEZ | Tipo de gravidez. (1 – única; 2 – dupla; 3 – tripla e mais; 9 – ignorada) |
| HORAOBITO | Horário do óbito. (Números (padrão 24 horas 00:00)) |
| IDADE | Idade do falecido em minutos, horas, dias, meses ou anos. (Idade: composto de dois subcampos. - O primeiro, de 1 dígito, indica a unidade da idade (se 1 = minuto, se 2 = hora, se 3 = mês, se 4 = ano, se = 5 idade maior que 100 anos). - O segundo, de dois dígitos, indica a quantidade de unidades: Idade menor de 1 hora: subcampo varia de 01 e 59 (minutos); De 1 a 23 Horas: subcampo varia de 01 a 23 (horas); De 24 horas e 29 dias: subcampo varia de 01 a 29 (dias); De 1 a menos de 12 meses completos: subcampo varia de 01 a 11 (meses); Anos - subcampo varia de 00 a 99; - 9 - ignorado) |
| IDADEMAE | Idade da mãe. (Números) |
| INSTRMAE | Instrução da mae, conforme codificação de INSTRUCAO |
| INSTRPAI | Instrução do pai, conforme codificação de INSTRUCAO |
| INSTRUCAO | Instrução, conforme a tabela: |
| LINHAA | CIDs informados na Linha A da DO referente ao diagnóstico na Linha A da DO (causa terminal - doença ou estado mórbido que causou diretamente a morte). (Códigos CID 10) |
| LINHAB | CIDs informados na Linha B da DO referente ao diagnóstico na Linha B da DO (causa antecedente ou conseqüencial - estado mórbido, se existir, que produziu a causa direta da morte registrada na linha A). (Códigos CID 10) |
| LINHAC | CIDs informados na Linha C da DO referente ao diagnóstico na Linha C da DO (causa antecedente ou conseqüencial - estado mórbido, se existir, que produziu a causa direta da morte registrada na linha A). (Códigos CID 10) |
| LINHAD | CIDs informados na Linha D da DO referente ao diagnóstico na Linha D da DO (causa básica – estado mórbido, se existir, que produziu a causa direta da morte registrada na linha A). (Códigos CID 10) |
| LINHAII | CIDs informados na Parte II da DO referente ao diagnóstico na Parte II da DO (causa contribuinte - outras condições significativas que contribuíram para a morte e que não entraram na cadeia definida na Parte I. (Códigos CID 10) |
| LOCACID | Indica o local do acidente, se cabivel, conforme a tabela: 0: Ignorado 1: Via Publica 2: Domicilio 3: Outro 4: Local de trabalho |
| LOCOCOR | Local de ocorrência do óbito. (1 – hospital; 2 – outros estabelecimentos de saúde; 3 – domicílio; 4 – via pública; 5 – outros; 6 - aldeia indígena; 9 – ignorado). |
| MORTEPARTO | Momento do óbito em relação ao parto. (1 - antes; 2– durante; 3–depois; 9– Ignorado) |
| MUNIOCOR | Municipio de ocorrencia do obito, conforme codificação do IBGE. Veja mais adiante, neste documento, as observações sobre a codificação de municipios |
| MUNIRES | Municipio de residencia, em codificação identica a de MUNIOCOR. Os óbitos de residentes no exterior ou de residencia completamente ignorada foram desprezados nos anos de 1979 a 1992 |
| NATURAL | País e Unidade da Federação onde falecido nasceu. Se estrangeiro informar País. (Números) |
| NECROPSIA | Refere-se a execução ou não de necropsia para confirmação do diagnóstico. (1 – sim; 2 – não; 9 – ignorado) |
| NUDIASOBCO | Diferença entre a data óbito e a data conclusão da investigação, em dias. (Números) |
| NUMERODN | Número da Declaração de Nascido Vivo. (Números) |
| NUMEROLOTE C | Número do lote. (Números) |
| NUMEXPOR T | Dado para controle interno |
| NUMREGCAR T | Número do registro do cartório |
| OBITOFE1 | Para óbitos femininos em idade fertil, indica se estava gravida no momento da morte, conforme a tabela: 0: Ignorado 1: Sim 2: Não |
| OBITOFE2 | Para óbitos femininos em idade fertil, indica se esteve gravida nos 12 meses anteriores a morte, conforme a tabela: 0: Ignorado 1: Sim 2: Não |
| OBITOGRAV | Óbito na gravidez. (1 – sim; 2 – não; 9 – ignorado) |
| OBITOPARTO | Momento do óbito em relação ao parto. (1 - antes; 2– durante; 3–depois; 9– Ignorado) |
| OBITOPUERP | Óbito no puerpério. (1 – Sim, até 42 dias após o parto; 2 – Sim, de 43 dias a 1 ano; 3 – Não; 9 – Ignorado) |
| OCUP | Tipo de trabalho que o falecido desenvolveu na maior parte de sua vida produtiva. Preenchimento de acordo com Classificação Brasileira de Ocupações – CBO 2002. (Números) |
| OCUPACAO | Ocupação, conforme a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) |
| OCUPMAE | Tipo de trabalho exercido habitualmente pela Mãe, de acordo com Classificação Brasileira de Ocupações – CBO 2002. No caso da mãe do falecido(a) ser “aposentada”, preencher com a ocupação habitual anterior. |
| OCUPPAI | Ocupação do pai, conforme codificação de OCUPACAO |
| ORIGEM | Origem do registro. (1- Oracle; 2 - Banco estadual diponibilizado via FTP; 3 - Banco SEADE; 9 - Ignorado) |
| PARTO | Tipo de parto. (1 – vaginal; 2 – cesáreo; 9 – ignorado) |
| PESO | Peso ao nascer em gramas. (Número (quatro algarismos |
| PESONASC | Peso ao nascer, em gramas |
| QTDFILMORT | Número de filhos mortos. Não incluir a criança cujo óbito se notifica na respectiva DO. (Número; 9 - igonorado) |
| QTDFILVIVO | Número de filhos vivos. (Número; 9 - igonorado) |
| RACACOR | Cor informada pelo responsável pelas informações do falecido. (1 – Branca; 2 – Preta; 3 – Amarela; 4 – Parda; 5 – Indígena) |
| REGISTRO | Numero de registro do óbito |
| SEMAGESTAC | Semanas de gestação com dois algarismos. (Números com dois algarismos; 9 - igonorado) |
| SEMANGEST | Semanas de gestação, conforme as tabelas: Para os anos de 1979 a 1994: 0: Ignorado 1: Menos de 20 semanas 2: 20 a 27 semanas 3: 28 e mais semanas Para os anos a partir de 1995 0: Ignorado 4: Menos de 21 semanas 5: 22 a 27 semanas 6: 28 a 36 semanas 7: 37 a 41 semanas 8: 42 semanas e mai |
| SERIESCFAL | Última série escolar concluída pelo falecido. (Números de 1 a 8) |
| SERIESCMAE | Última série escolar concluída pela mãe. (Números de 1 a 8) |
| SEXO | Sexo do falecido. “Ignorado” selecionada em casos especiais como cadáveres mutilados, em estado avançado de decomposição, genitália indefinida ou hermafroditismo. (M – masculino; F – feminino; I - ignorado) |
| STCODIFICA | Status de instalação. (Se codificadora (valor: S) ou não (valor: N)) |
| STDOEPIDEM | Status de DO Epidemiológica. (1 - Sim; 0 - Não) |
| STDONOVA | Status de DO Nova. (1 - Sim; 0 - Não) |
| TIPOACID | Indica o tipo de acidente, se cabivel: 0: Ignorado 1: Atropelamento 2: Demais acidentes de transito 3: Queda 4: Afogamento 5: Outros tipos de acidente |
| TIPOBITO | Tipo do óbito Óbito fetal: morte antes da expulsão ou da extração completa do corpo da Mãe, independentemente da duração da gravidez. Indica o óbito o fato de o feto, depois da expulsão do corpo materno, não respirar nem apresentar nenhum outro sinal de vida, como batimentos do coração, pulsações do cordão umbilical ou movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária. (1-Fetal; 2-Não Fetal) |
| TIPOGRAV | Tipo de gravidez, conforme a tabela: 0: Ignorado 1: Unica 2: Dupla 3: Triplice 4: Mais de 3 |
| TIPOPARTO | Tipo de parto, conforme a tabela: 0: Ignorado 1: Espontaneo 2: Operatorio 3: Forceps 4: Outro |
| TIPOVIOL | Indica o tipo de violencia, se cabivel, conforme a tabela: 0: Ignorado 1: Homicidio 2: Suicidio 3: Acidente 4: Outros tipos de violencia |
| TPMORTEOCO | Situação gestacional ou pósgestacional em que ocorreu o óbito. (1 – na gravidez; 2 – no parto; 3 – no abortamento; 4 – até 42 dias após o término do parto; 5 – de 43 dias a 1 ano após o término da gestação ; 8 – não ocorreu nestes períodos; 9 – ignorado) |
| TPNIVELINV | Tipo de nível investigador. (E – estadual; R- regional; M- Municipal) |
| TPOBITOCOR | Momento da ocorrência do óbito. (1-Durante a gestação, 2- Durante o abortamento, 3- Após o abortamento , 4- No parto ou até 1 hora após o parto, 5- No puerpério - até 42 dias após o parto, 6- Entre 43 dias e até 1 ano após o parto, 7- A investigação não identificou o momento do óbito, 8- Mais de um ano após o parto , 9- O óbito não ocorreu nas circunstancias anteriores, Branco - Não investigado) |
| TPPOS | Óbito investigado. (1 – sim; 2 – não) |
| TPRESGINFO | Informa se a investigação permitiu o resgate de alguma causa de óbito não informado, ou a correção de alguma antes informada. (01 - Não acrescentou 2014 (C 10) nem corrigiu informação; 02 - Sim, permitiu o resgate de novas informações; 03 - Sim, permitiu a correção de alguma das causas informadas originalmente) |
| UFINFORM | Código da UF que informou o registro |
| VERSAOSCB | Versão do seletor de causa básica. (Números) |
| VERSAOSIST | Versão do sistema. (Números) |
SALDANHA, Raphael de Freitas; BASTOS, Ronaldo Rocha; BARCELLOS, Christovam. Microdatasus: pacote para download e pré-processamento de microdados do Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro , v. 35, n. 9, e00032419, 2019. Available from https://doi.org/10.1590/0102-311x00032419 \
SIM. Sistema de Informação sobre Mortalidade. Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Registros das declarações de óbito à partir de 1996, tratados e enriquecidos. In: Plataforma de Ciência de Dados aplicada à Saúde (PCDaS). Disponível em: https://pcdas.icict.fiocruz.br. DOI: https://doi.org/10.7303/syn26343262, 2021. \
MEDICINA NET. Classificação Internacional de Doenças (CID-10) - Capítulo F. MedicinaNET. Disponível em: https://www.medicinanet.com.br/cid10/f.htm. Acesso em: 15 jul. 2024.\
INSTITUTO JONES DOS SANTOS NEVES. Nota Técnica 18: Análise Econômica do Estado do Espírito Santo. Vitória: IJSN, 2024. Disponível em: https://ijsn.es.gov.br/Media/IJSN/PublicacoesAnexos/notatecnica/ijsn_nt18.pdf. Acesso em: 15 jul. 2024.